A Fundação Padre Anchieta apresentou, na manhã desta quarta-feira (3), o novo posicionamento da TV Cultura e uma série de novidades que irão marcar a programação de 2026. O encontro aconteceu no Solar Fábio Prado e reuniu lideranças da instituição, além de representantes do governo estadual, reforçando a fase de renovação estratégica e editorial do canal.
A presidente da Fundação Padre Anchieta, Maria Ângela de Jesus, abriu o evento destacando os primeiros seis meses de sua gestão, marcados por iniciativas inovadoras, premiações importantes e o sucesso da campanha Somos Cultura, vencedora do troféu de Ouro no GEMA Awards Latin America 2025. Na ocasião, a executiva reforçou o compromisso da emissora com expansão, inovação e relevância social.
O encontro contou com a presença de Neca Setubal, presidente do Conselho Curador da FPA; Beth Carmona, vice-presidente; Isabel Borba, diretora Comercial, Marketing e Digital; e da secretária de Cultura, Economia e Indústria Criativa do Estado de São Paulo, Marília Marton.
Programação reforça tradição e celebra marcos históricos
Entre as novidades anunciadas, o retorno de Vitrine e Bem Brasil ganha destaque, marcando a retomada de dois formatos emblemáticos da história da emissora. Para 2026, o Bem Brasil volta com edições ao vivo, enquanto o Vitrine retorna renovado, acompanhando as transformações do audiovisual contemporâneo.
A emissora também prepara especiais comemorativos:
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40 anos do Roda Viva, com conteúdos inéditos;
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Documentário sobre os 80 anos de Roberto Rivellino;
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Estreia oficial de Rita Lisauskas como nova âncora do Jornal da Cultura, em 29 de dezembro.
Beth Carmona, vice-presidente, destacou ainda ajustes recentes na grade, como o Antimatéria ao vivo, o aumento do tempo no ar do Metrópolis e a chegada de novos documentários e séries.

TV 3.0 e inovação moldam o futuro da emissora
Um dos pontos centrais da apresentação foi o investimento no ecossistema digital da TV Cultura. Maria Ângela revelou a criação do Núcleo de Inovação, destinado a desenvolver novos conteúdos, experimentar linguagens e formar jovens profissionais preparados para a comunicação multiplataforma.
Com a chegada da TV 3.0, a experiência do telespectador será ampliada — tornando-o um tele-participante, com acesso a recursos interativos dentro do próprio sinal aberto. Segundo a presidente, esse movimento representa “uma transformação imensa, que abre inúmeras possibilidades”.
Parcerias estratégicas e expansão no Estado de São Paulo
A presidente do Conselho Curador, Neca Setubal, reforçou a importância de ampliar conexões institucionais e fortalecer parcerias que contribuam para a sustentabilidade e expansão da emissora. Já Isabel Borba destacou o papel essencial dos parceiros comerciais e culturais nessa nova etapa, convidando-os a fazer parte da construção desse ciclo de renovação.
Em 2026, o Quintal da Cultura também ganha novo impulso, com gravações previstas no interior paulista, aproximando a produção das comunidades regionais e reforçando o caráter educativo e inclusivo do canal.
Uma TV viva, plural e conectada
Beth Carmona sintetizou o espírito da nova fase: “A mensagem principal é uma TV viva. Uma TV pública cumprindo sua missão. Uma tela que mostra todas as pessoas que fazem a arte, a cultura e a educação neste país.”
Com o novo posicionamento, a TV Cultura reforça sua vocação como emissora pública de referência, combinando tradição, modernização e compromisso com a diversidade cultural brasileira.


