A Meta anunciou que, em breve, os usuários do Reino Unido terão a opção de assinar versões pagas do Instagram e do Facebook para utilizar as redes sociais sem exibição de anúncios. A medida atende às orientações do órgão regulador britânico de proteção de dados, o Information Commissioner’s Office (ICO), que vem pressionando a empresa por mais transparência e escolha no uso de informações pessoais para fins publicitários.
Como funcionará a assinatura sem anúncios do Instagram e Facebook
O novo modelo prevê cobranças mensais para quem quiser navegar sem publicidade. Os preços definidos pela Meta serão de £2,99 por mês (cerca de R$ 21,50) na versão web e £3,99 por mês (aproximadamente R$ 28,50) nos aplicativos iOS e Android.
Esses valores correspondem apenas à conta principal do usuário. Quem desejar estender o benefício para outras contas vinculadas ao mesmo perfil na Central de Contas da Meta pagará uma taxa adicional reduzida: £2 (R$ 14,30) na web e £3 (R$ 21,50) nos apps móveis. A diferença de preços reflete as taxas cobradas por Apple e Google em transações realizadas dentro das lojas de aplicativos.
Quem poderá aderir ao serviço
A opção estará disponível apenas para usuários maiores de 18 anos no Reino Unido. Eles receberão notificações com a possibilidade de escolha: assinar para usar as redes sociais sem anúncios ou permanecer na versão gratuita com publicidade.
Segundo a Meta, assinantes não terão anúncios personalizados e seus dados pessoais não serão usados para fins de segmentação publicitária. A experiência seguirá idêntica em termos de recursos, mas com uma navegação mais limpa e sem interrupções comerciais.
O que muda para quem permanecer no plano gratuito
Os usuários que optarem por não assinar continuarão visualizando anúncios. No entanto, poderão utilizar ferramentas de controle já disponíveis, como a opção “Por que estou vendo este anúncio?”, para personalizar a forma como os conteúdos patrocinados são exibidos em seus feeds.
Um movimento estratégico da Meta
A criação da versão paga sem anúncios é uma resposta direta às exigências regulatórias britânicas, mas também pode representar um teste global de monetização para a companhia. A possibilidade de expandir o modelo para outros mercados dependerá do desempenho da adesão no Reino Unido e das negociações com reguladores em diferentes regiões.


