O Opinião estreia sua temporada 2026 na TV Cultura com mudanças relevantes que reforçam o posicionamento do programa como um dos principais espaços de debate da televisão pública brasileira. A atração chega ao ar na sexta-feira, 20 de fevereiro, às 20h30, com novo cenário e o retorno de Andresa Boni à apresentação.
O programa mantém sua essência analítica, voltada à discussão de temas centrais do Brasil e do mundo, mas aposta em uma linguagem visual mais contemporânea e em uma abordagem ainda mais aprofundada dos assuntos que impactam diretamente a sociedade. A edição de estreia da nova temporada coloca em pauta o futuro da educação em um mundo cada vez mais atravessado pela tecnologia.
Nova temporada reforça o papel da TV pública
Ao reassumir o comando do Opinião, Andresa Boni destaca a importância do momento vivido pelo país. Segundo a jornalista, 2026 será um ano marcado por decisões que exigem reflexão e debate qualificado.
“Este ano promete mexer com a vida dos brasileiros, já que é um ano de escolhas importantes. Vamos precisar refletir sobre mercado de trabalho, saúde, educação e política. Fico muito feliz em poder contribuir, levantando temas, discutindo ideias e trazendo diferentes pontos de vista. Esse é o papel da TV pública”, afirma Andresa.
A fala sintetiza o espírito da nova fase do programa, que busca ampliar o diálogo com o público e reafirmar a função da TV Cultura como espaço plural, crítico e democrático, especialmente em um cenário de transformações sociais e tecnológicas aceleradas.
Estreia debate os rumos da educação no Brasil
O programa de estreia da temporada 2026 do Opinião reúne convidados de peso para discutir um tema sensível e estratégico: como a educação deve se adaptar às exigências do mundo contemporâneo.
Participam da edição a educadora e especialista em Políticas Educacionais Claudia Costin, atual presidente do Instituto Salto, e o educador e jornalista Alexandre Sayad, referência em educação midiática no Brasil.
Entre os questionamentos levantados estão: em um mundo hiperconectado, onde a informação está disponível a poucos cliques, decorar conteúdos ainda faz sentido? Quais habilidades realmente importam para a formação dos cidadãos do futuro?
Tecnologia, pensamento crítico e novas habilidades
Ao longo do debate, Andresa Boni e os especialistas refletem sobre o que deve permanecer — e o que precisa mudar — dentro da sala de aula. O consenso é de que o acúmulo de conteúdo, isoladamente, já não responde às demandas do século XXI.
O programa destaca a importância de desenvolver habilidades humanas, como pensamento crítico, criatividade, empatia e capacidade de resolver problemas complexos. Também entra em pauta o desafio de equilibrar o uso da tecnologia com a formação de cidadãos conscientes, capazes de interpretar informações, identificar desinformação e participar ativamente da vida democrática.
Escola de Cubatão vira exemplo mundial
Um dos destaques do Opinião na estreia da nova temporada é a apresentação da Escola Estadual Parque dos Sonhos, localizada em Cubatão, no litoral paulista. A instituição ganhou projeção internacional ao vencer o prêmio World’s Best School Prizes 2025, na categoria “Superação de Adversidades”.
O reconhecimento foi concedido pela organização britânica T4 Education, que avalia projetos educacionais inovadores em diferentes partes do mundo.
A escola, que no passado chegou a ser chamada de “Parque dos Pesadelos” devido a problemas estruturais e sociais, passou por uma profunda transformação e hoje é referência em inclusão, inovação pedagógica e engajamento da comunidade.


